Divina Comédia

“A la mitad del camino de nuestra vida me encontré en una selva oscura, por haberme apartado del camino recto…”

Quando Giovanni Bocaccio, poeta e crítico literário italiano, leu Commedia, em meados do Século XIV, seu autor, Dante Alighieri, já havia morrido. Ficou de tal forma fascinado que simplesmente alterou o título da obra para Divina Commedia. Parecia prever que, além da marcante questão teológica que a caracteriza, sua eloquência a tornaria universal.

Difícil expressar a experiência dessa leitura. A viagem de Dante, do Inferno ao Paraíso, o imortalizou através da literatura e das inúmeras representações artísticas ao longo desses 700 anos comprovando seu lugar na categoria de clássico universal. Seu nome virou um adjetivo, até mesmo para quem nunca leu ou sabe do que se trata. Quando queremos dizer que algo é absolutamente pavoroso, dizemos que é dantesco. Mas ainda que prevaleça a associação à uma imagem infernal, o amor sublime também teve sua cota de inspiração nessa obra.

Fonte das imagens: Wikipedia em italiano

Dante nasceu no ano de 1265, em Florença, na Itália, quando a Idade Média já caminhava para seu fim. Sua literatura é considerada em um período de transição para o Humanismo mas é eminentemente medieval. Ele pertencia a uma família aristocrática em uma época que a burguesia começava a marcar presença. Era um momento conturbado política e socialmente naquela região por causa de distúrbios entre guelfos e gibelinos na disputa de poder entre o papado e o império. A autoridade papal cabia a Bonifácio VIII e o Sacro Império Românico-Germânico estava nas mãos de Frederico II mas depois sofreu um interregno. Sendo assim, a difícil convivência entre essas instituições era o pano de fundo de um período em que a Igreja prevalecia.

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Portrait de Dante (1495) – Sandro Botticeli

Ainda criança, por questão de convenção social, Dante casou-se com Gemma di Manetto Donati mas que nunca foi mencionada em seus escritos. Conta-se que ele se apaixonou platonicamente por Beatrice di Folco Portinari que morreu ainda jovem, em 1290. Dante talvez a tenha visto duas ou três vezes na vida mas a idealizou de tal maneira que ela se tornou sua musa inspiradora ao ponto de fazê-lo criar uma grande fantasia, epopeia e metáfora de sua vida e de seu universo.

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Dante and Beatrice (1883) – Henry Holiday

A essa altura, Dante já era um homem participativo da vida política da cidade-estado de Florença, partidário do grupo dos guelfos mas com ideias mais moderadas, a dos guelfos brancos, e já transcendia com suas ideias humanistas que originaram outras obras sobre poesia, política e filosofia, se tornando poeta, escritor e político como posteriormente foi reconhecido. Porém, tanto a morte de Beatrice quanto seu envolvimento na política alteraram o rumo de sua vida. Dante foi julgado politicamente e condenado por não apoiar a ditadura papal de Bonifácio VIII e, para não morrer, se exilou na cidade de Ravena. Nesse clima, começam os longos 12 anos em que escreveu sua magnum opus.

A Divina Comédia é um poema épico. Nela, Dante imagina uma viagem, transcendental no sentido imaginário e, ao mesmo tempo, heroica no sentido geográfico, que começa no Inferno em uma sexta-feira santa, passa pelo Purgatório até chegar ao Paraíso no domingo de ressureição, para encontrar sua amada, agora chamada Beatriz para simbolizar a pureza, a beata, aquela que faz feliz. Como então Beatriz é uma alma pura e já se encontra nos céus, ela envia um representante para acompanhar Dante que vem a ser o seu mentor literário, Virgílio, o autor de Eneida, que viveu entre os anos 70 e 19 a.C. e cuja alma, na sua interpretação, reside no limbo do ante-purgatório.

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La Commedia illumina Firenze (1465) – Domenico de Michelino

Sua estrutura em poesia é composta de tercetos com versos hendecassílabos e rimas alternadas. Isso significa basicamente que cada um dos 14.233 versos têm exatas 11 sílabas e se agrupam de três em três.

Nel mezzo del cammin di nostra vita

mi ritrovai per una selva oscura,

ché la diritta via era smarrita.

Ahi quanto a dir qual era è cosa dura

esta selva selvaggia e aspra e forte

che nel pensier rinova la paura!

Essa composição torna sua tradução e leitura um verdadeiro desafio e, por essa razão, considero que a edição a qual tive acesso através do Diplomado de Lectura Crítica da Universidad Adolfo Ibañez, em prosa, contribuiu muito para facilitar a compreensão. Pertence à Coleção Austral de livros de bolsos em língua hispânica, da casa editorial espanhola Espasa Calpe do Grupo Planeta de Libros. Além de seu formato em prosa, conta com uma introdução fundamental de seu próprio tradutor, o Professor de Literatura Italiana Ángel Chiclana da Universidad Complutense de Madrid e inúmeras notas de rodapé que explicam absolutamente tudo sobre as referências feitas por Dante. Uma edição simplesmente perfeita.

Retomando à narrativa, é importante dar alguns detalhes que revelam um pouco do enredo mas que servem para encorajar o leitor pois demonstram o quanto essa aventura é fascinante. Acredito que já esteja claro que a obra possui um contexto teológico e político/social. No primeiro sentido, a visão de Dante sobre as três esferas do mundo espiritual são especialmente detalhadas e impressionantes. Para explicá-las, como é razoável, ele dividiu a obra em três partes e cada uma tem trinta e três cantos (com exceção da primeira que tem um canto a mais mas que é considerado introdutório). Não se espante com a coincidência da repetição do número três: nada mais é que a simbologia da trindade cristã.

No segundo sentido, o poeta simplesmente se converte em um grande julgador daqueles que viveram até o seu tempo. Das mais ilustres personalidades, como papas e imperadores, passando por pensadores, filósofos, nobres, burgueses. Homens e Mulheres. Amigos e inimigos, a própria Beatrice. Dante julga, condena ou absolve cada um de acordo com sua percepção teológica, assim como ele mesmo foi julgado. Ou seja, são personagens reais e suas verdadeiras histórias que dão o subsídio para que sejam colocados onde ele acha que deveriam estar segundo suas condutas. E cada um desses lugares é metafórico e físico, ao mesmo tempo.

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Allegorical Portrait of Dante (1530) – Agnolo Bronzino

O Inferno está dividido em círculos. E adivinhem quantos são? Nove. A obra começa com Dante desesperado. Seu estado de espírito corresponde com a tenebrosa selva escura em que se encontra e nessa região circunscrita ele encontra Virgílio. Para adentrar ao Primeiro Círculo, ele precisa atravessar o Rio Aqueronte no barco de Caronte, o guardião da entrada do Inferno em uma das muitas referências ao mundo clássico que permeiam toda a narrativa.

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Cada círculo corresponde a um pecado, porém, existem subdivisões. O primeiro é o limbo onde estão os não batizados, assim como é o caso de Virgílio, Sócrates, Platão, Aristóteles, Homero e muitos outros pensadores, somente porque viveram antes da época de Cristo e não o conheceram . No segundo estão os luxuriosos; no terceiro, os glutões; no quarto, os avarentos e os pródigos; no quinto, os que se deixaram levar pela ira; no sexto, os hereges. O sétimo círculo se subdivide em três recintos mas reúne almas violentas em todos. O oitavo também se subdivide 10 fossas que abrigam diversos tipos de almas fraudulentas em vida. E, por último, o pior dos círculos é o nono, povoado pelos traidores. É nele que se encontra Lúcifer e adivinhem com quantas cabeças e com quantos pares de asas? Três. Junto com ele, Dante considera que estão Judas (que traiu Jesus), Bruto e Casio (que traíram Júlio Cézar).

Se Dante descreve o Inferno como uma descida ao centro da Terra, o Purgatório é uma subida a uma montanha. Mais ou menos como se invertesse a posição de quem desceu até o centro do planeta e depois começasse a subir para o outro lado, o que confirma sua percepção esférica. Esse mundo é composto do Ante-Purgatório e do Purgatório propriamente dito. O primeiro tem três patamares e se separa do segundo por uma porta, que se abre para os sete círculos de pecados.

Estrutura Purgatorio

A concepção metafórica de cada um desses espaços e o tipo de pena que a alma pertinente a ele sofre é uma correspondência ao pecado mais cometido em vida. Por exemplo, os orgulhosos são submetidos a ventos impetuosos como o sentimento em que se deixaram levar; os suicidas viram árvores porque abriram mão de seus corpos; os bajuladores estão submersos em excrementos; os que escravizaram são submetidos a chibatadas; os ladrões são molestados por serpentes. A diferença entre o Inferno e o Purgatório é que no segundo as almas se arrependeram e estão purgando os pecados para se purificarem e atingirem o Paraíso, ainda que necessariamente sejam impelidas a percorrer todos os círculos e se detenham naquele o qual maior aflição necessitem purgar. De alguma forma, as agruras são suportadas em um clima e ambiente mais ameno porque sofrem com esperança. Já as almas condenadas ao Inferno, nunca teriam a oportunidade de se redimirem, seriam fadadas ao sofrimento eterno do inferno.

Uma pequena curiosidade: quem já ouviu a praga de que alguém vai arder pra sempre nas chamas do inferno, ao ler Divina Comédia, vai saber que as profundezas do inferno é, na verdade, um mar de gelo…

Na cosmovisão de Dante, o Paraíso é formado por – adivinhe quantos – nove círculos angélicos, assim como órbitas. Não elípticas mas esféricas. Não ao redor do sol mas do planeta. Os sete primeiros círculos correspondem à Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno e os dois últimos, ao Céu Estrelado dos querubins e ao Céu Cristalino dos serafins. Por fim, o céu onde reside Deus e os bem-aventurados. Assim se explica o título, dado que o gênero comédia não tinha a acepção que se tem hoje, como sátira, mas sim caracterizava uma narrativa que começava de forma trágica e terminava com um final feliz, ou seja, a chegada ao Paraíso e o encontro com sua amada. Definitivamente, se não é uma fácil jornada para quem lê, imagina para quem acredita que as coisas funcionam exatamente desse jeito em busca da redenção espiritual…

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De todas as maneiras, existe uma salvação para os leitores. Artistas de todas as épocas têm se esforçado para ilustrar a imaginação de Dante. Desde quando a Divina Comédia foi publicada, mesmo antes do advento da invenção da imprensa de Gutemberg no Século XV, já se tentava representar em imagens o que era difícil traduzir do italiano em outros idiomas (até nisso o poeta foi revolucionário e não usou a língua dos intelectuais, o latim). O pintor florentino renascentista Sandro Botticelli (1445-1410) produziu 92 ilustrações. Dentre as quais, o retrato do poeta e as obras O Mapa do Inferno e O inferno de Dante. Mais ou menos na mesma época, outro pintor da Escola de Florença, Domenico de Michelino, também pintou um trabalho que ficou muito conhecido por refletir de forma completa a obra e a cidade natal de Dante, La Commedia illumina Firenze, já em uma clara alusão ao reconhecimento do valor do poeta e sua poesia.

La Carte de l’Enfer / O Inferno de Dante – Sandro Botticelli

Mais tarde, já no Século XIX, os franceses Eugéne Delacroix (1798-1863) e Auguste Rodin (1840-1917) também representaram na pintura e na escultura, respectivamente, sendo que Rodin esculpiu Porta do Inferno, O Pensador (que originalmente se chamaria O Poeta representando Dante) e O Beijo para compor um conjunto. Esta última escultura retrata uma das histórias mais famosas na Itália e cujas almas de seus protagonistas, Francesca de Rímini e Paolo Malatesta, mortos pelo irmão deste, Giovanni, se encontram no segundo círculo do Inferno conforme descrito no Canto Quinto deste.

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The Barque of Dante (1822) – Eugène Delacroix

La Porte de l’Enfer (1917) / Le Penseur (1904) – Auguste Rodin

Le Baiser (1889) / Les Trois Ombres (1886) – Auguste Rodin

Até o pintor catalão Salvador Dalí (1904-1989), já no Século XX fez suas manifestações.

Salvador Dalí_O avarento e o pródigo

O Avarento e o PródigoSalvador Dalí

No entanto, as ilustrações mais impressionantes, sem dúvida, são as de Gustavo Doré (1832-1883) que retratou com especial nível de detalhes inúmeras passagens da obra. Recomendo fortemente a leitura combinada com a apreciação delas.

Gustavo Doré_inferno I
“Da nossa vida, em meio da jornada, / Achei-me numa selva tenebrosa, / Tendo perdido a verdadeira estrada.” Inferno (Canto I, Versos 1 ao 3)
Gustavo Doré_Inferno XXVIII
“Eu via, e cuido ver na mesma sorte / Apropinquar-se um corpo sem cabeça, / Por entre os outros da infeliz corte.” Inferno (Canto XXVIII, Versos 118 ao 120)
Gustavo Doré_Inferno V
“Se amigo o senhor fosse do Universo, / Da paz aos rogos nossos, gozarias, / Pois te enternece o nosso mal perverso.” Inferno (Canto V, Versos 91 ao 93)
Gustavo Doré_Inferno XXXII
“Travei da nuca o pecador infesto / E disse: – Ou perderás todo o cabelo,/ ou quem tu foste me declaro presto!” Inferno (Canto Inferno XXXII, Versos 97 a 99)
Gustavo Doré_Purgatório XXII
“Ó louca aracne, tua face aflita, / De aranha parte dentre os destroços estava / Da teia, origem da fatal desdita.” Purgatório (Canto XII, Versos 43 a 45)
Gustavo Doré_Purgatório XXX
“De véus neve cingida e de oliveira, / Uma dama esguardei com verde manto / E veste em cor igual à da fogueira.” Purgatório (Canto XXX, Versos 31 a 33)
Gustavo Doré_Purgatório XXXIII
“Como de plantas as folhas renovadas / Mais frescas na hástea mostram-se, mais belas, / Puro saí das águas consagradas.” Purgatório (Canto XXXIII, Versos 142 a 145)
Gustavo Doré_Paraíso XIII
Paraíso: Quarto Céu – O Sol – Os Sábios
Gustavo Doré_Paraíso XXXI
Paraíso: Nono Céu – Empíreo

Sem dúvidas, a Divina Comédia é uma leitura imprescindível. Em grande parte, é pesada, violenta e triste. Mas nem por isso deixa de ser arrebatadora. É incrivelmente genial pela contextualização, pela capacidade de refletir seu tempo, pela engenhosidade imaginativa e literária. O conjunto de personagens e de histórias de que foi capaz reunir Dante Alighieri, mesclando a realidade e a ficção, a vida material e a espiritual dentro de uma visão teológica tão arraigada, é de uma riqueza de nuances sem igual. Sua poesia, mesmo na leitura em prosa, está todo o tempo presente no espanto em cada situação, no enfrentamento do medo, no encontro com cada alma, no respeito ao seu mentor, na busca do amor sublime.

Dante_Cristobal Rojas_Dante e Beatriz, nas margens do Letes

Dante e Beatriz, nas margens do Letes (1889) – Cristobal Rojas

A Divina Comédia é considerada uma obra clássica, universal, que despertou e ainda desperta grandes inspirações artísticas e reflexões filosóficas. No mundo em que vivemos, principalmente o ocidental, cuja história foi tão influenciada pela Igreja Católica e pelo Cristianismo, é possível que a leitura aguce o pensamento do leitor no sentido da fé e da razão. As comparações com outras religiões são inevitáveis. As questões filosóficas que sempre incomodaram a humanidade vêm à tona. Existiria mesmo um mundo espiritual? E, se existisse, seria circunscrito ou até mesmo físico? Ou seria um estado mental? Seriam as almas não cristãs fadadas ao limbo? Seriam algumas delas fadadas eternamente ao Inferno? Não teriam outra chance de se redimir? O mecanismo da purgação somente aconteceria através da “estadia” no Purgatório? Seremos mesmo, todos nós, objeto de um julgamento divino? Ou de uma lei natural de causa e efeito a direcionar possíveis novas existências a fim de que alcancemos, um dia, uma perfeição intelectual e moral que nos faria habitar mundos “celestes” na esperança de contemplar as estrelas?

Na fantasia de Dante Alighieri, ele foi o único ser humano vivo, ou seja, encarnado, que percorreu as esferas espirituais e pôde interagir com os seres que estavam mortos, ou seja, desencarnados. Sua visão teológica não explica isso e, talvez, essa seja somente uma licença poética mas até mesmo esse pequeno detalhe contribui para mostrar que essa é uma experiência de leitura que só te dará uma certeza: a de que, ao final, muitos questionamentos surgirão.

Sendo assim, se não a fé, a esperança conduz o ser humano. E conduziu Dante em sua jornada de escrever a Divina Comédia tanto que, ao terminar o percurso de cada uma das três etapas, ele alude a alcançar as estrelas. Cada etapa termina exatamente com a palavra estrela. É uma clara alusão ao firmamento, ao mundo celestial. Enfim, de todas as dimensões dessa grande obra, cada um que a leia pode ser afetado por cada uma em menor ou maior intensidade mas realmente acredito que as questões filosóficas sejam, em sua grande maioria, as que mais surgem quando se vira a última página e se pergunta: será mesmo esse o fim? Creio que não mas também creio que o desejo de alimentar uma fé que seja raciocinada realmente moverá o homem na direção das estrelas.


Gostaria de deixar registrado um imenso agradecimento ao Professor Gerardo Vidal que conduziu a leitura crítica deste módulo na Universidade Adolfo Ibañez e demonstrou, com brilhantismo, a importância e a universalidade desta obra incrível.


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Título em Português: DIVINA COMÉDIA

Título Original: COMMEDÌA / DIVINA COMMEDIA

Autor: DANTE ALIGHIERI

Gênero: Poesia

Ano: 1304 a 1321

Título em espanhol: DIVINA COMEDIA

Coleção: Austral Editorial

Editora: Espasa Calpe

Grupo: Planeta de Libros

ISBN: 978846703348-9

Edição: 2015 (35a edição, 6a impressão)

Nr. Páginas: 544

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